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Clomipramina

( Antidepressivos )

Cotar Agora

Formas de Administração

Uso Oral

Controlado

Não

Tipo de Receita

Receita Simples (branca, 1 via)

Manipulado

cápsulas

Indicação


+Adultos Estados depressivos de etiologia e sintomatologia variáveis: • Depressão endógena, reativa, neurótica, orgânica, mascarada e suas formas involucionais; • Depressão associada à esquizofrenia e transtornos da personalidade; • Síndromes depressivas causadas por pré-senilidade ou senilidade, por condições dolorosas crônicas, e por doenças somáticas crônicas; • Transtornos depressivos do humor de natureza psicopática, neurótica ou reativa; Síndromes obsessivo-compulsivas; Fobias e crises de pânico; Cataplexia associada à narcolepsia; Condições dolorosas crônicas; Ejaculação precoce. + Crianças e adolescentes Síndromes obsessivo-compulsivas. Enurese noturna (apenas em pacientes acima de 5 anos de idade e desde que as causas orgânicas tenham sido excluídas).

Posologia


Conforme indicação médica

Restrições de uso


Uso Adulto e Pediátrico

Interação Medicamentosa


- Inibidores da MAO: não administrar cloridrato de clomipramina por pelo menos 2 semanas após a interrupção de tratamento com inibidores da MAO (há risco de sintomas graves, tais como crise hipertensiva, hiperpirexia, e os sintomas consistentes com a síndrome da serotonina como mioclonia, crise de agitação, delírio e coma). - Antiarrítmicos (como quinidina e propafenona): são potentes inibidores de CYP2D6, não devem ser usados em associação com antidepressivos tricíclicos. - Diuréticos: os diuréticos podem levar a hipocalemia, que aumenta alternadamente o risco de prolongamento do intervalo QTc e “torsades de pointes”. A hipocalemia deve, portanto ser tratada antes da administração de cloridrato de clomipramina. - Inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS): são inibidores de CYP2D6, como fluoxetina, paroxetina ou sertralina e de outros incluindo CYP1A2 e CYP2C19 (ex.: fluvoxamina), também podem aumentar as concentrações plasmáticas de clomipramina, com os efeitos adversos correspondentes. Os níveis séricos de clomipramina no estado de equilíbrio (steady-state) aumentaram aproximadamente 4 (quatro) vezes com a administração concomitante de fluvoxamina, Ndesmetilclomipramina diminuiu em aproximadamente 2 (duas) vezes. Em adição, a comedicação com ISRSs pode levar a efeitos aditivos no sistema serotonérgico. - Agentes serotonérgicos: a síndrome da serotonina pode possivelmente ocorrer quando a clomipramina é administrada com comedicações serotonérgicas como os inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRSs), inibidores da recaptação noradrenérgica e da serotonina (ISRSNas), antidepressivos tricíclicos ou lítio. Antes e após o tratamento com fluoxetina um período de washout (intervalo) de duas a três semanas é aconselhável.

Contraindicação


Hipersensibilidade conhecida. O cloridrato de clomipramina não deve ser administrado em associação, 14 dias antes ou 14 dias após o tratamento com um inibidor da MAO. O tratamento concomitante com inibidores reversíveis seletivos da MAO-A, como a moclobemida, está também contraindicado. Infarto do miocárdio recente. Síndrome congênita do QT prolongado.

Observações


-

Reações Adversas


As reações adversas estão classificadas por incidência, com as mais frequentes em primeiro, utilizando-se o seguinte critério: muito comum (≥1/10), comum (≥ 1/100, < 1/10), incomum (≥1/1.000, < 1/100), rara (≥ 1/10.000, < 1/1.000), muito rara (< 1/10.000), incluindo relatos isolados. As reações adversas abaixo são baseadas em resultados de estudos clínicos, bem como de relatórios de pós-comercialização. Distúrbios no sangue e sistema linfáticos Muito rara: leucopenia, agranulocitose, trombocitopenia, eosinofilia. Distúrbios cardíacos Comum: taquicardia sinusal, palpitações, hipotensão ortostática, alterações clinicamente irrelevantes do ECG em pacientes sem doença cardíaca (ex.: alterações da onda T e do segmento ST). Incomum: arritmias, aumento da pressão arterial. Muito rara: distúrbios da condução (ampliação do complexo QRS, intervalo QT prolongado, alterações PQ, bloqueio do feixe atrioventricular, “torsade de pointes”, particularmente em pacientes com hipocalemia). Distúrbios no ouvido e labirinto Comum: zumbido. Distúrbios endocrinológicos Muito rara: síndrome da secreção inapropriada do hormônio antidiurético (SIHAD). Distúrbios no olho Muito comum: alterações da acomodação visual, visão borrada. Comum: midríase. Muito rara: glaucoma. Distúrbios gastrintestinais Muito comum: náusea, boca seca, constipação. Comum: vômito, distúrbios gastrintestinais, diarreia. Distúrbios gerais e condições no local de administração Muito comum: fadiga. Muito rara: edema (local ou generalizado), alopecia, hiperpirexia. Distúrbios hepatobiliares Muito rara: hepatite com ou sem icterícia. Distúrbios no sistema imunológico Muito rara: reações anafiláticas/ anafilactoides, incluindo hipotensão. Laboratoriais Muito comum: aumento de peso. Comum: aumento das transaminases. Muito rara: eletroencefalograma anormal. Distúrbios no metabolismo e nutrição Muito comum: aumento do apetite. Comum: diminuição do apetite. Distúrbios no sistema musculoesquelético e tecidos conjuntivos Comum: fraqueza muscular. Distúrbios no sistema nervoso Muito comum: tontura, tremores, cefaleia e mioclonia, sonolência. Comum: distúrbios da fala, parestesia, hipertonia muscular, disgeusia, déficit de memória, distúrbio de atenção. Incomum: convulsões, ataxia. Muito raro: síndrome neuroléptica maligna. Distúrbios psíquicos Muito comum: inquietação. Comum: estado de confusão, desorientação, alucinações (particularmente em pacientes idosos e em pacientes portadores da doença de Parkinson), ansiedade, agitação, distúrbios do sono, mania, hipomania, agressividade, despersonalização, agravamento da depressão, insônia, pesadelos, delírio. Incomum: ativação de sintomas psicóticos. Distúrbios renais e urinários Muito comum: distúrbios da micção. Muito rara: retenção urinária. Distúrbios no sistema reprodutivo e mamas Muito comum: distúrbios da libido, disfunção erétil. Comum: galactorreia, aumento do volume das mamas. Distúrbios respiratórios, toráxicos e mediastinal Comum: bocejos. Muito rara: alveolite alérgica (pneumonite) com ou sem eosinofilia. Distúrbios na pele e tecido subcutâneo Muito comum: hiperidrose Comum: dermatites alérgicas (erupção cutânea - rash, urticária), reação de fotossensibilidade, prurido. Muito rara: púrpura. Distúrbios vasculares Comum: fogachos (ondas de calor).

Bibliografia


1. http://www.anvisa.gov.br/datavisa/fila_bula/frmVisualizarBula.asp?pNuTransacao=9791912015&pIdAnexo=2937987