Sabe quando anoitece e o sono começa a se manifestar? Pois este é o sinal de que a melatonina está sendo liberada a fim de preparar o organismo para o período noturno.
Conhecido como hormônio do sono, é produzido pela glândula pineal, localizada na região central do cérebro. A substância é responsável pelo controle dos ciclos de sono e vigilância.

Além disso, a melatonina trabalha na regulação do metabolismo ao longo do dia. Isso porque, durante o dia, o hormônio é produzido de forma mais lenta e faz com que as pessoas fiquem mais despertas. Uma leve exposição à luz durante a noite e ao escuro quando está claro pode alterar o ritmo dessa produção.

Funcionamento da melatonina natural

O nome desse ciclo é ritmo circadiano, nosso relógio interno de 24 horas. Ele controla os processos biológicos do organismo ao longo de um dia inteiro (temperatura corporal, secreção de hormônios, pressão arterial).
Nesse sentido, desempenha um importante papel na definição de quando vamos dormir e acordar.
A produção começa a se elevar ao entardecer e atinge seu pico entre 23h e 3h. Em seguida, os níveis de melatonina caem e preparam o organismo para acordar. Assim, entre 8h e 9h, estão em grau mínimo.

 

Melatonina sintética

Sua ação para induzir o sono fez com que as indústrias farmacêuticas criassem uma versão sintética. Ela funciona como uma alternativa mais barata e com menos efeitos colaterais do que os medicamentos mais comuns. A melatonina artificial foi criada em laboratório como uma potencial forma de tratar insônia, mas não ajuda nesse sentido.

“A melatonina sintética funciona como um indutor de sono no organismo, proporcionando uma noite mais relaxada, resultando em maior descanso para o dia seguinte”, afirma a farmacêutica Kelly Brandão. “Embora apresente resultados que contribuem para maior qualidade do sono, não se pode afirmar que essa substância é eficaz contra a insônia”, completa.

A melatonina sintética apresenta dois efeitos: ajudar na indução do sono e na sua manutenção durante a noite. O produto também ajuda a regular o sono de trabalhadores noturnos que precisam dormir de dia.

 

A melatonina é uma ‘substância milagrosa’?

Como, no início, o hormônio do sono era vendido como um suplemento alimentar ao invés de medicamento, a falta de fiscalização gerou diversos problemas. Entre eles, por exemplo, contaminação de amostras e comprimidos com doses excessivas. Tempos depois, começou a ser vista como uma substância milagrosa.
Por conta dos abusos, muitos países passaram a tratar a melatonina como droga, exigindo estudos científicos sobre sua eficácia e segurança.
Enquanto a melatonina é amplamente vendida nos Estados Unidos como suplemento, no Brasil a venda é proibida pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Isso porque, segundo a empresa, nenhuma organização brasileira entrou com processo solicitando registro e autorização para comercializar o produto.
No entanto, a versão sintética do hormônio pode ser importada, caso o paciente tenha uma receita médica, ou encontrada em farmácias de manipulação.

“É um medicamento seguro e é utilizado, inclusive, por crianças. A eficiência da melatonina é maior durante o chamado sono rei, período em que o corpo está mais relaxado. Se tomado, pelo menos, 30 minutos antes de dormir, proporciona um sono agradável e controlado”, revela Kelly.

 

Para quem a melatonina sintética é indicada?

Como é relacionado ao ciclo do sono, o hormônio sintético é indicado para pessoas que têm dificuldade para começar a dormir, manter o sono ou ter um descanso de qualidade durante a noite.
Nesse caso, as seguintes pessoas estão incluídas:

  • Idosos, pois costumam ter uma produção de melatonina mais baixa;
  • Pessoas que trabalham à noite e precisam dormir durante o dia;
  • Pessoas que só conseguem dormir e acordar mais tarde (vespertinos);
  • Viajantes que precisam se recuperar do jetlag ou querem prevenir o problema;
  • Pessoas com algum grau de cegueira, que têm dificuldade em produzir o hormônio por conta da má percepção da luminosidade.

A melatonina sintética pode ser encontrada em dosagens de 1 mg a 10 mg. Essas doses são bem maiores do que a liberada naturalmente pelo organismo, que varia de 0,3 a 0,5 mg por dia. Por isso, é fundamental seguir uma indicação médica ao consumi-la.
A indicação do tamanho da dose vai variar de acordo com o paciente. Pode começar com 1 mg 30 minutos antes de dormir e aumentar progressivamente, ou então utilizar uma quantidade maior já desde o início.
O hormônio pode ser encontrado em forma de comprimido, spray nasal, cápsulas ou gotas. A maneira de administrar e o horário de uso dependem da indicação médica.

 

Efeitos colaterais

Existe uma baixa incidência de efeitos colaterais da melatonina. Mas, quando ocorrem, a causa, em geral, é a utilização de doses elevadas ou presença de substâncias ocultas na fórmula.

“Como todo medicamento, a melatonina também causa alguns efeitos colaterais no organismo, mas nada grave ou que cause preocupação”, confirma Kelly.

Entre os principais efeitos que podem ser citados estão, por exemplo, dor de cabeça, sono fragmentado, pesadelos, tontura, náuseas, sonolência durante o dia e sensação de estar dopado.

Outras indicações de uso do hormônio do sono

Além da indução do sono, a melatonina já é utilizada em outras frentes, de forma coadjuvante e ainda em estudo. São elas:

  • Tratamento de enxaqueca: em alguns tipos de enxaqueca, ligados ao sono ou a distúrbios no ritmo biológico, a substância pode ser eficiente para resolver o problema;
  • Câncer: pois reforça a imunidade, ajuda a destruir células tumorais e, por isso, vira coadjuvante no tratamento de alguns quadros da doença;
  • Autismo: a maioria das crianças que possuem a condição produz pouca melatonina. Dessa forma, tem um sono inadequado que causa impacto no comportamento;
  • Síndrome dos ovários policísticos: a melatonina influencia na ação de muitos hormônios do corpo, inclusive os que estão relacionados a essa doença. Portanto, pode trazer benefícios para o tratamento;
  • Amenizar cólicas em bebês: como os bebês possuem uma glândula pineal imatura, que não produz o hormônio, especialistas estudam se a melatonina sintética ajudaria nesse caso. Mas, ainda não há conclusões;
  • Tratamento para calvície e queda de cabelo: estudos têm mostrado que o uso tópico da melatonina pode ajudar a combater a alopecia androgenética em estágio inicial.

Dúvida: melatonina ajuda a emagrecer?

Endocrinologistas costumam dizer que o sono tem um papel importante no emagrecimento. No entanto, não é possível associar o uso da melatonina em si ajuda nesse processo. Durante um sono de qualidade, o corpo regula os hormônios relacionados à saciedade (a grelina e a leptina).
Em contrapartida, quando se dorme pouco ou tem sono de baixa qualidade, esses hormônios atuam de forma ruim, fazendo com que a pessoa coma mais até conseguir se sentir satisfeita. Ou seja, quem dorme melhor consegue controlar o peso de forma mais eficiente. A melatonina, portanto, é uma aliada nesse processo e não um agente emagrecedor.

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