Uma doença muito comum e que afeta diversos brasileiros é a herpes. Essa complicação é caracterizada por bolhinhas vermelhas que geralmente aparecem na boca, na região labial externa ou interna e na região pélvica de homens e mulheres.

Muitas pessoas já se viram na situação de aparecer com feridas parecidas com espinhas na boca, o que é, infelizmente, muito comum. É estimado que mais de 3,8 milhões de  pessoas tenham o vírus que transmite a herpes no organismo  — o Varicela Zóster, também responsável por causar a catapora — também conhecido como cobreiro e, por sua fácil transmissão, ocasionam a complicação da doença.

O médico Vinicius Lacerda nos ajuda a entender um pouco mais sobre essa complicação e desvenda alguns mitos. Confira a seguir.

O que é a herpes?

A herpes é uma complicação viral, transmitida na maior parte da vezes por meio do contato oral. O vírus causador da doença pode acarretar em complicações na boca ou na região genital. Ambas são bem parecidas, no entanto, se manifestam de maneiras diferentes.

“São dois tipos de vírus, mas os sintomas são semelhantes, mudando apenas a localização”, afirma o doutor. A herpes labial é chamada pelos especialistas de herpes tipo 1, enquanto a complicação que afeta a região genital é conhecida como herpes tipo 2.

Quais são as causas da herpes?

Como dissemos, uma das principais formas de transmissão da herpes é o contato oral. No entanto, esse não é o único meio de transmissão da doença — em se tratando da herpes tipo 1, diversas partes do corpo também podem ser afetadas, como os olhos, os dedos e as mãos.

O beijo, sexo oral e a utilização de utensílios como talheres, copos e, principalmente, escovas de dentes facilitam a transmissão do vírus, por meio da saliva. “Os casos de proliferação da doença se tornam mais vulneráveis, quando há a presença de vesículas ativas na região da boca”, afirma o especialista.

Também não pode-se descartar a transmissão vertical, passada da mãe para o bebê. Nesses casos, os meios de prevenção devem ser feitos na hora do parto e durante todo o tratamento pré-natal.

Quais são os sintomas da herpes?

Segundo o Dr. Vinicius, bolhas avermelhadas na região da boca, na glande, na vulva e no ânus são sinais de que a doença está ativa. No entanto, em teorias os sinais da herpes também podem aparecer em qualquer região do corpo.

Além disso, eventualmente também pode ocorrer saída de secreção das feridas e dor no local. “Febre baixa e indisposição também fazem parte dos sintomas da herpes”, explica o especialista.

Entretanto, assim como o HPV — outra doença que afeta a região genital — em muitos casos, o vírus pode permanecer em latência no organismo da pessoa e se manifestar em períodos de estresse, fadiga e queda de imunidade.

Existe cura para herpes?

Ainda não existe cura para a herpes. Porém, é possível tratar os sintomas causados pelo vírus. Alguns medicamento são extremamente eficazes na eliminação das vesículas e são recomendados por diversas áreas da saúde, como a dermatologia, a urologia, ginecologia e proctologia.

Como tratar a herpes?

Um dos princípios ativos mais conhecidos é a lisina, um aminoácido encontrado pronto em diversas farmácias de manipulação ou de laboratório. Ela é responsável por fortalecer o sistema imunológico e amenizar o aparecimento de feridas na boca e na região genital.

É muito importante lembrar que esse tipo de aminoácido não é recomendado a pessoas com hipersensibilidade à substância e mulher gestante ou em período de amamentação.

Outra forma de evitar a manifestação do vírus no organismo é elevando o consumo de Vitamina C,. Ela é responsável por aumentar a imunidade da pessoa, evitando que as temidas vesículas apareçam.

Evitar o consumo de alguns alimentos também podem auxiliar no tratamento da herpes. Ingredientes com um número de calorias elevados, como chocolate, amendoim, refrigerante, café e carboidratos em geral, não são recomendados enquanto as feridas estiverem expostas.

Como prevenir a herpes?

Manter os hábitos de higiene bucal é um dos primeiros passos para evitar a transmissão e o contágio da herpes labial. Evitar o contato direto com a boca de pessoas que estavam com as vesículas ativas também é essencial para não contrair a complicação.

Não compartilhar escovas de dentes e outros itens de higiene bucal também é fundamental, já que a saliva é o meio precursor da doença.

Pelo fato de também ser uma doença sexualmente transmissível, a falta de preservativos em relações sexuais também facilita a transmissão de herpes genital e labial. Por esse motivo, utilizar camisinha tanto em sexo oral, como no vaginal e anal é primordial para uma vida saudável e para a prevenção dessas complicações.

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